O Escritório de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) na América do Sul está pedindo às autoridades brasileiras que conduzam uma investigação rápida e "completa" sobre a morte de Genivaldo de Jesus dos Santos, esta semana pela polícia rodoviária de Umbaúba. SE).
A declaração foi publicada no site da ONU no Brasil. Genivaldo, que tinha esquizofrenia, foi amarrado na traseira da viatura e forçado à morte por gás lacrimogêneo jogado no veículo.
De acordo com Jan Jarab, chefe regional do Escritório de Direitos Humanos da ONU, “é importante que a investigação iniciada pela Polícia do Estado e pelo Departamento de Relações Públicas esteja de acordo com os padrões internacionais de direitos humanos e que os órgãos responsáveis sejam levados à justiça. " Ele também pede que os membros da família sejam reabilitados.
Jarab afirma que a polícia brasileira tem um longo histórico de violações de direitos humanos, especialmente de negros.
“Assassinatos policiais contra negros no Brasil são tão extremos e tão comuns que parecem tão naturais”, observou.
"A morte de Genivaldo, por si só, é uma reconstituição chocante dos direitos humanos no serviço policial brasileiro", disse ele, citando casos recentes como o da Vila Cruzeiro, no Rio de Janeiro, onde uma operação matou pelo menos 23 pessoas, além de atos anteriores nas favelas do Salgueiro e Jacarezinho, na mesma província.
O representante da ONU defende a “ação direta” contra a brutalidade policial, bem como a “persecução efetiva e punição de quaisquer violações de direitos humanos cometidas por agentes do Estado, para evitar a impunidade”.
Jarab levanta a necessidade de treinamento adicional em direitos humanos para a polícia brasileira.
De acordo com um comunicado no site da ONU, também é necessário investir “no combate ao preconceito contra os afrodescendentes, bem como na abordagem humanitária às pessoas com problemas de saúde mental”.
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